Síndrome da hipermobilidade: quando a flexibilidade deixa de ser apenas uma característica

Ser uma pessoa muito flexível pode parecer uma vantagem.

Algumas pessoas conseguem dobrar os dedos para trás, encostar as mãos no chão sem flexionar os joelhos ou realizar movimentos que outras pessoas considerariam impossíveis. Em muitos casos, essa flexibilidade é apenas uma característica individual e não provoca qualquer problema de saúde.

Mas nem sempre é assim.

Quando a s. hipermobilidade está associada a dor, instabilidade articular, fadiga, lesões recorrentes ou outros sintomas, ela pode fazer parte de um quadro que merece uma investigação mais cuidadosa.

Esse conjunto de condições é conhecido como Transtorno do Espectro de Hipermobilidade (TEH) e, em determinados casos, pode estar relacionado à síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel (SEDh).

O problema é que essas condições ainda são subdiagnosticadas. Muitas pessoas passam anos procurando respostas para dores e sintomas aparentemente desconectados, sem que a possibilidade de s. hipermobilidade seja investigada adequadamente.


O que é s. hipermobilidade?

A s. hipermobilidade articular significa que determinadas articulações apresentam uma amplitude de movimento maior do que o esperado para aquela pessoa, considerando fatores como idade, sexo e características individuais.

É importante entender que s. hipermobilidade não é necessariamente uma doença. É apenas uma característica da pessoa.

Muitas pessoas apresentam articulações mais flexíveis e nunca desenvolvem sintomas ou limitações. Em alguns casos, inclusive, essa característica pode ser útil para determinadas atividades esportivas e artísticas.

A preocupação começa quando essa maior mobilidade está associada a manifestações clínicas.

Entre elas podem aparecer:

  • dores musculoesqueléticas;
  • fadiga;
  • instabilidade das articulações;
  • entorses recorrentes;
  • subluxações ou luxações;
  • dores miofasciais;
  • cefaleias;
  • disautonomias, síndrome vasovagal e hipotensão postural ortostática;
  • edemas inexplicáveis
  • pele fina, estrias e herniações;
  • varizes, aneurismas e hematomas
  • limitações funcionais;
  • sintomas em diferentes sistemas do organismo, como refluxo gastroesofagiano, alergias, intolerâncias alimentares, s. intestino irritável, bexiga hiperativa, entre outros

Portanto, o ponto não é simplesmente perguntar se uma pessoa é flexível.

É preciso entender se essa flexibilidade está acompanhada de sintomas e de que maneira eles interferem na vida do paciente.


S. hipermobilidade, Transtornos de Espectro de Hipermobilidade (TEH) e síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel (SEDh) são a mesma coisa?

Não.

Esse é um dos pontos que mais merece atenção.

S. hipermobilidade, TEH e SEDh não são a mesma coisa. Essa distinção é fundamental. A s. hipermobilidade pode ocorrer de forma isolada e sem causar sintomas. Quando a s. hipermobilidade aparece acompanhada de manifestações clínicas, mas não atende aos critérios de síndromes específicas do tecido conjuntivo, ela pode ser classificada dentro do Transtorno do Espectro de hipermobilidade.

A síndrome de Ehlers-Danlos, por sua vez, corresponde a um conjunto de condições hereditárias que afetam o tecido conjuntivo. Dentro desse grupo, a forma hipermóvel é a mais comum. A apresentação clínica varia muito entre as pessoas. Algumas têm apenas sintomas articulares, localizados ou generalizados, enquanto outras apresentam manifestações que envolvem diferentes sistemas do organismo. Essa diversidade contribui para a dificuldade diagnóstica e para o longo tempo até que alguém receba um diagnóstico definitivo.

É comum que pacientes procurem diversos médicos e profissionais de saúde sem obter respostas claras. Estudos mostram que o intervalo entre o início dos sintomas e o diagnóstico adequado pode chegar a 17 a 22 anos.

Por isso, não é adequado concluir que toda pessoa flexível possui SED.

O diagnóstico precisa ser clínico e individualizado.


Quais sintomas podem estar relacionados à s. hipermobilidade?

Os sintomas musculoesqueléticos são bastante relevantes.

A pessoa pode apresentar dor localizada ou difusa, instabilidade articular, entorses frequentes, subluxações, luxações e dores musculares miofasciais.

Também podem ocorrer tendinopatias, dores articulares em diferentes regiões, pés planos, alterações da coluna e outras manifestações musculoesqueléticas.

A dor pode aparecer, por exemplo, na:

  • região cervical;
  • regiões lombossacral e glútea;
  • quadris;
  • joelhos;
  • ombros;
  • cotovelos e punhos;
  • membros superiores e inferiores.

Também podem existir cefaleias, disfunção temporomandibular e outras manifestações relacionadas ao sistema musculoesquelético.

Um aspecto importante é que a intensidade da s. hipermobilidade não determina necessariamente a intensidade da dor e da incapacidade.

Uma pessoa muito flexível pode não apresentar sintomas importantes, enquanto outra com manifestações menos evidentes pode apresentar dor crônica e limitações significativas.


Por que os músculos podem doer?

Esse é um ponto especialmente importante para compreender a relação entre s. hipermobilidade e dor.

A estabilidade das articulações depende da interação de diferentes sistemas.

Existe um sistema passivo, formado por estruturas como ligamentos, cápsulas articulares e tendões.

Existe um sistema ativo, formado pela musculatura responsável por movimentar e estabilizar as articulações.

E existe o sistema neural, relacionado a sensibilidade, motricidade e a propriocepção, ao controle dos movimentos e à percepção das posições articulares.

Na s. hipermobilidade sintomática, a frouxidão ligamentar pode comprometer parte da estabilidade passiva.

Como consequência, a musculatura pode assumir uma função compensatória para tentar manter a articulação estável.

Isso pode aumentar a sobrecarga muscular e contribuir para:

  • tensão muscular;
  • fadiga;
  • dor muscular miofascial;
  • alterações no movimento;
  • maior gasto energético.

Ao mesmo tempo, alterações na propriocepção e no controle motor podem favorecer movimentos menos eficientes e aumentar o risco de novas sobrecargas.

É um dos motivos pelos quais a s. hipermobilidade não deve ser analisada apenas como “uma articulação que se mexe demais”.

Existe uma relação entre estabilidade, força, controle motor, propriocepção e dor.


É comum haver sarcopenia em pessoas com s. s. hipermobilidade, mesmo em jovens?

A sarcopenia pode aparecer em pessoas com síndrome da s. hipermobilidade mesmo quando são jovens, e isso é mais comum do que muita gente imagina.

A sarcopenia pode ser entendida como a presença de pouca massa e força muscular, e isso realmente pode comprometer a funcionalidade em pessoas com s. hipermobilidade, porque músculos mais fracos têm mais dificuldade para estabilizar articulações que já são naturalmente instáveis.

A explicação é bem lógica: quem tem s. hipermobilidade costuma lidar com dor, instabilidade articular, fadiga e, às vezes, medo de se machucar, o que reduz a prática de exercícios regulares. Quando o corpo se movimenta menos, o músculo recebe menos estímulo mecânico, perde força e começa a diminuir em volume. Em jovens, isso não costuma ser chamado formalmente de “sarcopenia” nos critérios clássicos, mas o processo de perda de massa e função muscular é o mesmo.

Além disso, muitos pacientes com s. hipermobilidade apresentam:

  • dificuldade de manter programas de fortalecimento
  • menor resistência muscular
  • alterações proprioceptivas
  • ingestão insuficiente de alimentos como fibras, proteínas e carboidratos complexos
  • comorbidades como dor crônica, disautonomia ou fadiga pós-esforço

Tudo isso cria um cenário que favorece a perda muscular precoce.

Portanto, a sarcopenia tende a ser mais frequente em pessoas com s. hipermobilidade, porque a dor e a instabilidade articular reduzem a prática regular de exercícios, e quando isso se soma a uma ingestão insuficiente de proteínas e carboidratos complexos, o músculo perde o suporte nutricional necessário para manter massa e força, acelerando ainda mais esse processo.


Quando a dor pode se tornar mais generalizada?

A dor relacionada à s. hipermobilidade pode começar de forma localizada.

Uma pessoa pode apresentar, por exemplo, dor cervical ou lombar durante determinado período.

Quando existe uma combinação de dor persistente, sono não reparador, inadequações ergonômicas (no lar, no trabalho, no sono, na realização das atividades físicas, entre outros), imobilismo, descondicionamento físico e outros fatores, o quadro pode se tornar mais complexo e favorecer mecanismos de sensibilização periférica e central.

Isso pode contribuir para a amplificação da dor, fadiga e sintomas mais difusos.

É importante destacar que isso não significa que toda pessoa com s. hipermobilidade desenvolverá dor generalizada.

A apresentação clínica é bastante variável.


As alterações do colágeno na s. hipermobilidade podem causar sintomas além das articulações?

Em algumas pessoas, sim.

As condições relacionadas à s. hipermobilidade podem apresentar manifestações em diferentes sistemas do organismo.

Podem existir queixas gastrointestinais, alterações relacionadas ao sistema neurovegetativo, manifestações cardiovasculares, sintomas geniturinários, alterações cutâneas e outras condições associadas.

Entre as manifestações gastrointestinais descritas estão refluxo, constipação, diarreia crônica, síndrome do intestino irritável, alterações da motilidade e intolerâncias alimentares.
Sono não reparador.

Também podem ocorrer sintomas relacionados à disautonomia, como hipotensão postural ortostática, taquicardia reflexa em determinadas situações.

Quadros de ansiedade, depressão, s. pânico.

Edemas inespecíficas.

Isso ajuda a entender por que alguns pacientes percorrem diferentes especialidades médicas antes de chegar a uma hipótese diagnóstica mais integrada.

Quando cada sintoma é analisado de forma completamente isolada, pode ser difícil perceber que diferentes manifestações podem fazer parte de um mesmo contexto clínico.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico não deve ser baseado apenas na capacidade de realizar determinados movimentos.

Um dos instrumentos utilizados na avaliação da s. hipermobilidade é o escore de Beighton, que analisa movimentos específicos das articulações.

Entre eles estão:

  • extensão dos cotovelos;
  • extensão dos joelhos;
  • capacidade de aproximar o polegar do antebraço;
  • extensão dos dedos;
  • capacidade de tocar o chão com as palmas das mãos mantendo os joelhos estendidos.

Entretanto, existe uma ressalva importante.

O escore de Beighton não consegue avaliar todas as articulações do corpo, avalia somente algumas articulações do corpo.

Por isso, uma pessoa pode apresentar pontuação que não indique s. hipermobilidade generalizada e ainda assim apresentar s. hipermobilidade em várias articulações.

Tem algumas pessoas hipermóveis que são normalmente encurtados e com muita tensão muscular, e podem ter o escore negativo.

Além disso, a mobilidade tende a mudar com o envelhecimento, podendo diminuir conforme a pessoa fica mais encurtada, rígida ou perde amplitude de movimento.

Portanto, na prática, não temos utilizados esse escore rotineiramente, por causa da sua limitação.

A história clínica, os sintomas, o exame físico e a exclusão de outras doenças são fundamentais.


Existe um exame genético para diagnosticar a SEDh?

Atualmente, não existe marcadores genéticos específicos para TEH e SEDh.

Por isso, o diagnóstico é clínico.

A avaliação consiste em obtenção de uma história detalhada, queixas e sintomas clínicos, histórico familiar e manifestações musculoesqueléticas, além da necessidade de excluir outras condições que podem apresentar características semelhantes, como em doenças inflamatórias reumatológicas, síndrome de Marfan, outras formas de SED (vascular, por exemplo).

Isso reforça novamente a importância de uma avaliação clínica detalhada.

Não basta encontrar um único sinal.

É necessário compreender o conjunto.


S. hipermobilidade tem tratamento?

Sim. Embora não exista uma solução única para todos os pacientes, existem estratégias capazes de melhorar a dor, os sintomas associados, a funcionalidade e a qualidade de vida.

O tratamento deve ser individualizado e multi e/ou interdisciplinar, levando em consideração as manifestações clínicas, as limitações funcionais e os objetivos de cada pessoa.

Os tratamentos farmacológicos e não farmacológicos podem ser utilizados para controle dos sintomas e para facilitar a participação e adesão na reabilitação.

Um dos pilares é a reabilitação física.

A fisioterapia pode trabalhar aspectos como:

  • alongamento adaptado e fortalecimento muscular;
  • estabilidade articular;
  • propriocepção;
  • controle motor;
  • mobilidade;
  • alinhamento;
  • equilíbrio e coordenação;
  • recuperação da função.

Importante observar que:

Em pessoas hipermóveis, evitar movimentar as articulações até os extremos de movimentos, para não haver sobrecarga sobre tendões, ligamentos, músculos e articulações.

Por isso, os exercícios precisam ser adaptados e realizados de maneira suave e progressiva.

O foco costuma estar muito mais relacionado a controle, estabilidade, força e qualidade do movimento.


Atuação multidisciplinar é importante?

Sim. O enfoque deve envolver diferentes profissionais conforme as necessidades identificadas.

A terapia ocupacional pode ajudar na adaptação das atividades cotidianas, ergonomia, proteção articular e organização das tarefas.

A atuação de um nutricionista é importante porque uma alimentação adequada ajuda a reduzir inflamação, melhorar energia, qualidade apoiar saúde gastrointestinal e otimizar força muscular, fatores que influenciam diretamente o controle da dor e dos sintomas associados.

O acompanhamento psicológico pode contribuir para o manejo da dor, insônia, ansiedade, medo do movimento e outros fatores psicossociais que interferem na reabilitação.

A educação em dor também pode ajudar o paciente a compreender sua condição e desenvolver maior autonomia no gerenciamento dos sintomas.

O que define a estratégia é o quadro individual do paciente.


O exercício precisa ser progressivo

Um dos pontos mais importantes no tratamento da s. hipermobilidade sintomática é evitar dois extremos.

De um lado, existe o medo de se movimentar.

Do outro, existe a ideia de que quanto mais flexível e intenso for o movimento, melhor.

Nenhum dos dois extremos representa necessariamente uma boa estratégia.

Programas de exercícios devem considerar sintomas, limitações e objetivos individuais.

A progressão pode envolver inicialmente educação, consciência corporal, propriocepção e exercícios de estabilização e de mobilidade. Depois, podem ser introduzidos fortalecimento mais amplo, exercícios resistidos e atividades cardiovasculares progressivamente. Em etapas posteriores, o treinamento pode avançar para atividades funcionais e exercícios mais complexos.

A evolução precisa respeitar a resposta do paciente.

O objetivo é aumentar a capacidade funcional de forma sustentável.


E a alimentação?

Algumas pessoas com s. hipermobilidade apresentam sintomas gastrointestinais e intolerâncias alimentares.

Nesses casos, a avaliação nutricional pode fazer parte do cuidado.

Mas existe um cuidado importante: não existe uma dieta única que sirva para todas as pessoas com s. hipermobilidade.

Restrições alimentares precisam ser individualizadas e, quando necessárias, orientadas por profissional capacitado para reduzir o risco de deficiências nutricionais e de dietas excessivamente restritivas.

Dependendo dos sintomas, estratégias nutricionais específicas podem ser consideradas.

O princípio é o mesmo utilizado no restante do tratamento: compreender o paciente antes de definir a intervenção.


Por que o diagnóstico pode demorar?

Essa talvez seja uma das questões mais importantes para quem convive com sintomas há anos.

A s. hipermobilidade pode apresentar manifestações muito diferentes entre as pessoas.

Um paciente pode procurar atendimento por dor lombar.

Outro pode apresentar dor cervical, instabilidade no ombro ou entorses frequentes.

Outro pode ter fadiga, sintomas gastrointestinais ou alterações relacionadas ao sistema autonômico, as disautonomias.

Quando esses sinais são avaliados isoladamente, pode ser difícil reconhecer a relação entre eles.

A falta de reconhecimento adequado pode levar pacientes a procurar diversos especialistas, passar por diagnósticos incorretos ou incompletos e receber tratamentos que não consideram toda a complexidade do quadro.


O objetivo do tratamento é recuperar função

Quando falamos em condições de dor crônica relacionadas à s. s. hipermobilidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir uma escala de dor.

É preciso olhar para o que aquela pessoa consegue ou não consegue fazer.

Consegue trabalhar?

Consegue caminhar?

Consegue praticar atividade física?

Consegue dormir adequadamente?

Consegue realizar suas atividades sem medo?

Consegue participar da própria rotina?

A reabilitação estruturada pode contribuir para melhorar capacidade funcional, equilíbrio, dor, fadiga e qualidade de vida.

Por isso, a evolução deve ser acompanhada também pela recuperação da autonomia e da funcionalidade.


S. s. hipermobilidade não é apenas “ser muito flexível”

Esse é provavelmente o principal ponto que merece ficar para o leitor.

Ser flexível, isoladamente, não significa estar doente.

A s. s. hipermobilidade passa a merecer uma investigação mais cuidadosa quando está associada a sintomas como dor persistente, instabilidade, luxações, entorses recorrentes, fadiga, alterações funcionais ou outras manifestações que estejam comprometendo a qualidade de vida.

Também é importante lembrar que nem todo paciente apresenta os mesmos sintomas.

Por isso, não existe uma lista simples que permita confirmar ou excluir a condição em casa.


Quando procurar uma avaliação especializada?

Uma avaliação pode ser importante quando a pessoa apresenta:

  • dores musculoesqueléticas persistentes;
  • múltiplas regiões dolorosas;
  • entorses recorrentes;
  • articulações que parecem instáveis;
  • luxações ou subluxações recorrentes;
  • fadiga frequente;
  • dificuldade de recuperação após atividades;
  • sintomas que envolvem diferentes sistemas do organismo;
  • histórico familiar com dores crônicas, de s. hipermobilidade ou condições relacionadas;
  • tratamentos anteriores sem resposta satisfatória.

O mais importante é não tentar estabelecer um diagnóstico apenas a partir de uma pesquisa na internet ou de um teste de flexibilidade.

A avaliação precisa considerar a história completa do paciente.


Conclusão

A s. hipermobilidade pode ser apenas uma característica individual e permanecer completamente assintomática.

Em outras pessoas, entretanto, pode estar associada a dor musculoesquelética, instabilidade articular, fadiga, alterações de propriocepção e manifestações em diferentes sistemas do organismo.

Quando existe dor persistente e limitação funcional, reconhecer essa possibilidade pode ser importante para evitar anos de tratamentos fragmentados e permitir uma abordagem mais adequada.

O diagnóstico exige uma avaliação clínica cuidadosa. E o tratamento, quando indicado, precisa ser individualizado, multidisciplinar e voltado não apenas para o controle dos sintomas, mas também para a recuperação da força, estabilidade, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.

Na CFDor, compreender a história do paciente é parte fundamental do cuidado.


Perguntas frequentes

Toda pessoa muito flexível tem s. hipermobilidade sintomática?

Não. A s. hipermobilidade pode existir sem causar sintomas ou prejuízos à saúde. Ela merece investigação quando está associada a manifestações clínicas e limitações funcionais significativos.

S. hipermobilidade causa dor?

Pode estar associada à dor musculoesquelética, mas isso não acontece necessariamente com todas as pessoas. A intensidade da s. hipermobilidade também não determina sozinha a intensidade da dor ou da incapacidade.

Quem tem s. hipermobilidade deve evitar exercícios?

Não. O exercício é considerado um dos pilares da reabilitação. O programa precisa ser individualizado e priorizar força, estabilidade, propriocepção e controle dos movimentos, evitando sobrecargas desnecessárias.

O teste de Beighton confirma sozinho a síndrome?

Não. O escore de Beighton é uma ferramenta para avaliação da s. hipermobilidade, mas não avalia todas as articulações e não é suficiente, isoladamente, para diagnosticar TEH ou SEDh.

O tratamento precisa envolver vários profissionais?

Nem sempre todos os pacientes precisarão da mesma equipe. Porém, nos quadros com múltiplas manifestações e limitações, uma abordagem multidisciplinar pode ser especialmente importante.

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